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Programa Nacional de Banda Larga é anunciada no Acre pelo Ministro de Comunicações e o Presidente da Telebrás

Ministro das Comunicações e o Presidente da Telebrás lançam Programa Nacional de Banda Larga no Acre.

Floresta Digital terá maior velocidade de navegação (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

Floresta Digital terá maior velocidade de navegação (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

Apesar do Ministro de Comunicações ter garantido que o serviço de banda larga chegaria até o mês passado no Acre, os usuários do serviço de internet gratuita do governo do Estado do Acre, o Floresta Digital terão um ganho de qualidade na velocidade, somente no próximo mês de novembro. Isso porque, na quinta-feira, 03 de outubro, o Ministro de Comunicações, Paulo Bernardo, e o Presidente da Telebras (Telecomunicações Brasileiras S/A), Caio Bonilha, fizeram o lançamento do Programa Nacional de Banda Larga, no Acre.

O ministro declarou que estava muito contente por ser sua primeira visita ao Acre. “Eu não poderia deixar de vir, porque nós conseguimos construir a fibra ótica da Telebras de Brasília ao Acre. Portanto, nós hoje estamos conectados. A ideia é levar para outros municípios essa fibra, que vai acrescentar muito em capacidade de internet para o Estado do Acre. Vamos melhorar a conexão do Floresta Digital”, afirmou.

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(Foto: Gleilson Miranda/Secom)

O ministro destacou ainda que a proposta também é ofertar o serviço da fibra ótica para empresas privadas, pequenos provedores, para que o cidadão interessado tenha em casa sua internet particular.

Melhoria do Floresta Digital

Tião Viana, governador do Estado, pontuou que o ministro das Comunicações trouxe ao Acre um grande passo para a inclusão digital do Brasil.

“Hoje o nosso Floresta Digital atende com 70 megabits (Mb) durante o dia e 155 Mb durante a noite, mas nos próximos dias aumentará para 01 gigabit. A população vai ter a oportunidade de receber uma melhor qualidade no serviço”, disse o governador.

Tião Viana lembrou que o Ministério das Comunicações auxilia o governo no trabalho dos Telecentros. “Em 80% dos municípios, o ministério banca telecentros para a juventude, para as políticas de inclusão digital. Bujari e Senador Guiomard serão beneficiados por essa nova qualidade com a banda larga da Telebras. É uma grande conquista para o Acre”, concluiu.

Banda Larga popular

Caio Bonilha afirmou que a chegada da fibra ótica e banda larga da Telecomunicações Brasileiras ao Estado é um passo importante. “O governo federal nos colocou o desafio de levar o Programa Nacional de Banda Larga a todos os Estados brasileiros, independentemente de sua localização. Para nós, então, esse é um passo importantíssimo. Nós entendemos que esse é nosso papel e estamos cumprindo aqui mais uma etapa dele, fazendo chegar aos acreanos a banda larga popular a preços acessíveis”, acrescentou.

Antes do lançamento do Programa Nacional de Banda Larga no Acre, o ministro Paulo Bernardo, Caio Bonilha, o governador Tião Viana e outras autoridas participaram do lançamento da empresa NET no Acre (veja aqui).

Com informações da Agência de Notícias do Acre

Banda larga chega ao Acre em setembro, afirma ministro Paulo Bernardo

Banda larga chega ao Acre ainda este ano, afirma ministro das comunicações Paulo Bernardo

Os senadores Jorge Viana e Aníbal Diniz, do PT do Acre, ouviram do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a garantia de que o serviço de banda larga chegará ao Acre até setembro deste ano. A afirmação foi feita durante audiência dos parlamentares na tarde de ontem, 3, no gabinete do ministro.

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Também estavam presentes senadores do Amazonas, Rondônia e o diretor-presidente da Rede Amazônica, Phelippe Daou. A implantação do Plano Nacional de Banda Larga será feita pela Telebrás com o uso de fibra ótica, o que vai garantir um serviço de qualidade a preço menor do que os praticados hoje.

Paulo Bernardo disse que vai visitar o Acre para a entrega dos serviços.

“Essa é uma ótima notícia para a população acreana. Nós vamos ter a esperada e sonhada mudança na qualidade da internet no estado. Para mim, banda larga é sinônimo de cidadania”, disse Jorge Viana.

Programa Nacional de Banda Larga

O Programa Nacional de Banda Larga foi criado pelo Decreto nº 7.175, de 12 de maio de 2010. O objetivo do Programa é expandir a infraestrutura e os serviços de telecomunicações, promovendo o acesso pela população e buscando as melhores condições de preço, cobertura e qualidade. A meta é proporcionar o acesso à banda larga a 40 milhões de domicílios brasileiros até 2014 à velocidade de no mínimo 1 Mbps.

LEIA TAMBÉM: 4G chegará em 2014 no Acre

A intenção do governo é oferecer velocidade de 1 Mbps com preços a partir de R$ 35. Para baixar um arquivo de 1,2 GB da internet com conexão de 1 Mbps, o usuário levaria 2h40, em média.

Da Assessoria, Sen. Jorge Viana

Melhoria na qualidade da banda larga começa nesta quinta-feira

Por que as provedoras de internet entregam menos que o contratado? Melhorias na internet acontecerão a partir desta quinta-feira, 01.

Entram em vigor nesta quinta-feira (1) as novas regras estipuladas pela Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) para monitorar a qualidade da banda larga móvel e fixa.

Melhoria na internet banda larga em todo o Brasil; Medindo a Velocidade da InternetAs provedoras agora devem garantir, no mínimo, 20% da velocidade contratada em cada transmissão e 60% no desempenho médio mensal. No caso da banda larga móvel, a taxa de queda do acesso não deverá ser inferior a 5%.

O comprometimento deverá crescer com o tempo. Em novembro de 2013, as empresas serão obrigadas a entregar ao menos 30% por transmissão e média mensal de 70%. Um ano depois, a cobrança sobe para 40% e 80%, respectivamente.

A determinação da Anatel leva a um questionamento: se ao comprar um produto qualquer, o consumidor usufrui 100% dele, por que o mesmo não acontece com serviços de internet?

De acordo com Veridiana Alimonti, advogada do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), a entrega mínima do serviço é permitida porque as operadoras informam – em pequenas letras em meio a grandes contratos – que pode haver variação de velocidade, o que abre brecha para que elas ofereçam até 10% da taxa contratada.

Para a advogada, o maior problema é que a variação de velocidade nas bandas larga móvel e fixa acontece constantemente, não é um evento raro. Por isso, as informações sobre a velocidade a que o consumidor tem direito, pois pagou por aquilo, devem ser transparentes. “A ação pública resultou em uma liminar que decidiu que as empresas eram obrigadas a colocar em seu site informações claras e, se houvesse muita variação, o consumidor poderia rescindir o contrato sem multa. Mas ainda não soube de nenhum caso como esse “, explicou.

Medindo sua Velocidade de Internet

Apesar de a ação não ter ido a julgamento final, Veridiana ressalta que o consumidor pode fazer sua própria medição da velocidade por meio de um software disponibilizado pela Anatel (clique aqui para acessá-lo) e pedir indenização. Segundo a advogada Veridiana Alimonti, é preciso verificar todas as condições que o site determina como uma boa medição, fazer vários testes, e então acionar a empresa, o Procon e, por fim, a Anatel. Se as velocidades estiverem abaixo do mínimo, exija seu ressarcimento.

É comum as operadoras argumentarem que este tipo de software pode sofrer influências externas e até marcar velocidades erradas. Por conta disso, a Anatel decidiu que no processo de medição serão utilizados aparelhos (whitebox) semelhantes a um roteador.

Para a advogada, a carência de qualidade da banda larga no país vem de duas fontes: pouco investimento das operadoras –  que poderiam oferecer serviços melhores caso investissem em redes de fibra ótica – e falta de direcionamento dos fundos de telecom.

De janeiro a abril de 2012, os fundos setoriais de telecomunicações – Fust, Funttel e Fistel – arrecadaram R$ 3,7 bilhões, mas pouco foi feito com esta quantia. Por outro lado, o setor de telecom fechou 2011 com R$ 200 bilhões de receita bruta e, somente depois de retaliações impostas pela Anatel, algumas operadoras apresentaram planos de investimentos para os próximos anos.

Com informações de Marcelo Gripa e Stephanie Kohn, do Olhar Digital